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Aposentadoria: como o trabalhador está cuidando do seu futuro?

Uma das discussões mais importantes dos últimos meses envolve a previdência social e a inevitável reforma necessária não só para diminuir o rombo do INSS, mas garantir o pagamento dos futuros aposentados. Diante de um cenário de incertezas, muitos brasileiros começam a pensar como será a sua qualidade de vida ao fim do seu período como cidadãos economicamente ativos.

O brasileiro, de uma forma geral, não é previdente quando o assunto é aposentadoria. A grande maioria só começa a pensar no assunto quando chega à meia-idade e passa a imaginar como será sua vida dependendo do INSS. Segundo estudos, 52% da população brasileira acham que o governo deve ser o responsável pelo seu sustento. Já entre os europeus, que possuem maior consciência e senso de planejamento, apenas 30% pensam dessa forma.

Diante do rombo do INSS, uma das alternativas é a previdência privada, um tipo de aposentadoria complementar e independente de entidades públicas. Seu funcionamento é semelhante ao da previdência pública, onde o contribuinte faz aportes mensais durante seu período como trabalhador e recebe esse dinheiro de volta após cumprir algumas exigências legais.

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, no primeiro semestre de 2016, os investimentos em previdência privada subiram 35% na Região Metropolitana de Campinas (SP). Uma boa notícia, principalmente quando se leva em consideração que apenas 6% da população brasileira planeja complementar o benefício do INSS investindo em fundos de previdência privada.

Nos planos de previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita. Por exemplo, uma pessoa pode contribuir com R$ 100,00 por mês, ou também aportes esporádicos uma vez por ano. É claro que o valor que receberá quando começar a fazer uso dessa previdência será proporcional ao que contribuiu. Além disso, o valor investido em um plano de previdência privada pode ser resgatado se o cliente desistir do plano. Todo setor de previdência privada é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal.

Cuidados – À primeira vista parece fácil contratar um plano de previdência privada. E é mesmo, mas é necessário levar em consideração alguns pontos importantes. Por exemplo, o produto mais adequado em relação ao perfil tributário do investidor (PGBL x VGB). Também é preciso estar atento às taxas cobradas, como a de administração e a de carregamento, essa última normalmente cobrada pelos bancos que oferecem esse tipo de produto.

E um detalhe que não pode passar despercebido: a tábua atuarial praticada pelas seguradoras ou instituições financeiras. Trata-se de um instrumento de extrema importância que vai definir o valor da renda do cliente na aposentadoria, e em alguns casos, essa diferença pode chegar até 30% considerando o mesmo perfil, reserva e idade do investidor. Também se deve levar em conta o excedente financeiro na renda que pode variar de 0% até 90% de repasse pelas seguradoras aos clientes na fase de renda, potencializando ainda mais o valor das retiradas .

Por isso é importante contar com a ajuda de um especialista na hora de contratar um plano de previdência privada.

Essa era a dica de hoje!

Clemon Alves
Especialista em Previdëncia Privada.

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